Durante Simpósio, dom João Bosco diz que Deus é a luz que a sociedade precisa

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Simpósio Nacional da Família

O Simpósio Nacional da Família começou iluminado pelas palavras do papa Francisco, na manhã de sábado. As exortações apostólicas Evangeli Gaudium (Alegria do Evangelho) e Amoris Laetitia (Alegria do Amor) – sobre o amor na família foram base para as conferências da doutora Maria Inês de Castro Millen e do bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), dom João Bosco Barbosa de Sousa. Em sua fala, o bispo referencial da Pastoral Familiar ressaltou que a Igreja tem a proposta e o caminho para iluminar a sociedade: Deus. Para que a presença divina se concretize no mundo, é preciso uma conversão pastoral.

“Família, uma luz para a vida em sociedade” é o tema chave da Pastoral Familiar em 2017, iluminando o Simpósio que acontece neste sábado, a peregrinação de amanhã, ambos no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, e também a Semana Nacional da Família, em agosto, e o XV Congresso Nacional da Pastoral Família, que será em Cuiabá (MT). Dom Bosco destacou que o tema da luz perpassa toda a Escritura e deu exemplos, como o salmo 104, no qual se lê que a luz é a veste de Deus. “Essa luz que temos que buscar”, afirmou dom Bosco.

“Essa reflexão sobre a luz me leva a pensar que quando a gente fala em ‘Igreja e sociedade’, ‘família, luz para a sociedade’, não podemos só ficar fazendo estatísticas e dizer que a sociologia pode mudar se a gente der valor para a família. Nós precisamos colocar Deus dentro da sociedade, não só números e estatísticas. O que falta para iluminar a sociedade é Deus”, exortou o bispo.

Portadora da proposta e do caminho que pode iluminar a sociedade, a Pastoral deve estar atenta aos documentos da Igreja que propõem o anúncio da alegria do evangelho e do amor na família e também a atuação ativa dos cristãos leigos na sociedade (Documento 105 da CNBB) e a iniciação à vida cristã como formação de discípulos missionários (Documento 107 da CNBB), segundo dom João Bosco. “O papa Francisco nos empurrando de um lado, a Igreja no Brasil tocando a gente mais para frente para que a alegria do amor, a Amoris Laetitia, ilumine o mundo através da nossa ação laical que vai colocar leigos e leigas, cristãos iniciados no caminho do discipulado e da missão”, resumiu.

O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lembrou os documentos aprovados pela entidade que devem auxiliar a missão da Pastoral Familiar, além da exortação apostólica Amoris Laetitia. Sobre o documento pós-sinodal do papa Francisco, dom João Bosco o caracterizou como um “documento ousado” e lembrou das críticas de grupos que não entendem a proposta da misericórdia.
A tarefa para qual o papa convida por meio da exortação é, além de mostrar o lado bom da família, “acolher, acompanhar, discernir e, através desse discernimento, integrar”. Para isso, é preciso uma conversão pastoral, superando a individualidade dos grupos da Pastoral Familiar e buscando promover a pastoral de conjunto na paróquia. “As palavras do papa Francisco pretendem impregnar todas as pastorais. Precisamos nos perguntar como na paróquia encontrar esse espaço da pastoral de conjunto”, disse dom João Bosco, seguindo com exemplos de ações integradas para a realidade das famílias no sentido de acolher, acompanhar, discernir e integrar.

No contexto das famílias em alguma situação irregular, dom João Bosco frisou a importância do acolhimento e de que na Igreja “deve ter espaço para todos dentro de sua condição”. Ele pontuou, no entanto que essa busca por espaço e integração não deve cair no “sacramentalismo”.

Ao final, dom Bosco citou a criação de centros de apoio às famílias e da Pastoral Judicial, uma ação da Pastoral Familiar nos Tribunais Eclesiásticos que recebem os processos de declaração de nulidade matrimonial, como iniciativas necessárias para o contexto atual. Ele também insistiu: “o fundamental é sair daqui com vontade de ler e reler com profundidade sobre esse caminho aberto por Francisco, não perder a ótica da misericórdia”.

Corrupção

Em sua conferência, dom João Bosco Barbosa também tocou a situação atual do país. No início da sua fala, lembrando o sermão da montanha, destacou o chamado de Jesus para ser sal da terra e luz do mundo: “sal da terra para combater a corrupção, o sal não deixa que se estrague o alimento, é atuar para mudar essa condição de corrupção que o pecado nos colocou”. Mais à frente, já falando da luz e “da noite, presente nas nossas famílias, no meio em que vivemos”, lembrou o que acontece “quando uma luz brilha e põe às claras as mãos e as intenções das pessoas que dirigem o país”.

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